Cidadania

Vereadores participam de reunião sobre problemas no abastecimento de água em Mangabeiras Publicada em 09/08/2017 15:11:06

A Câmara de Vereadores de São Raimundo das Mangabeiras esteve representada pelos vereadores Cobra e Irmão Leonardo, presidente da casa, em uma reunião organizada pelo Ministério Público do Maranhão, através da Promotoria de Justiça do município, realizada nessa terça-feira, 08 de agosto, para debater problemas no serviço de abastecimento de água prestado pela Caema na cidade.

Na reunião, os representantes da Câmara Municipal apresentaram sugestões no tocante à isenção das tarifas no período de desabastecimento, questionamentos sobre a capacidade de abastecimento da Caema, sugestão para a construção de uma estação de tratamento no Rio Neves, nas imediações do Bairro Cidadão, e a preocupação com o Riacho Cachoeira e a sua efetiva capacidade de continuar abastecendo a cidade.  Dentre as sugestões, o presidente Irmão Leonardo informou que sugeriu que seja ampliado o tempo de abastecimento entre os setores. “O que ocorre hoje é que a Caema deixa [a água liberada] por um prazo ‘x’, quando ela desliga [a água] nem todas pessoas que estão localizadas naquele setor foram abastecidas”, explicou.

O Poder Executivo Municipal também esteve presente à reunião, sendo representado pela primeira-dama, a advogada Elmorane Coêlho. (Veja mais no site da Prefeitura)

Além dos Poderes Legislativo e Executivo municipal, a reunião, coordenada pelo Promotor Thiago Barbosa Bernardo, contou com a presença de representantes da Caema, nas pessoas de Roberta Xenofonte, Chefe da Procuradoria Jurídica, do advogado Leandro Assen, Hélio Pereira, Gerente Regional, Hideraldo Santana, encarregado do Sistema, Amarildo Maciel, Coordenador de Operação e Manutenção, e Marcos Dione, encarregado auxiliar; de moradores, nas pessoas de Rafaela Mouzinho, Afonso Silva, Felix Bezerra, Raimundo Nonato e Cristiane Pereira; da Policia Militar, nas pessoas do Tenente Antônio Dias, comandante da 3ª Companhia, e da soldada Cindy Macêdo; e da Policia Civil, na pessoa de Fagno Vieira, Delegado Regional de Balsas.

Na última quarta-feira, 2, a Justiça determinou prazo de 90 dias para que a Caema regularize o fornecimento de água em todo o município, sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, além do pagamento de multa de R$ 8.315.000,00, referente ao período de 10 de janeiro de 2013 a 2 de agosto de 2017, por descumprimento de uma liminar de novembro de 2012, e ao pagamento de R$ 50 mil “pela irrazoável omissão na prestação de serviço essencial”.

Quanto à decisão judicial, a Chefe da Procuradoria Jurídica da Caema, Roberta Xenofonte, informou que a empresa vai construir um cronograma com o objetivo de resolver o problema de abastecimento de água no município.

Na reunião, os representantes da Caema informaram sobre as medidas adotadas para solucionar os problemas de abastecimento que se intensificaram nas últimas semanas, como a reinstalação da bomba que estava com problemas, mudanças no rodízio entre os setores, para que a água chegue aos pontos mais altos, como o Bairro Primavera, e a instalação, nas próximas semanas, de um outro equipamento no sistema. Foi informado ainda que a Caema não emitirá as faturas aos consumidores referente a este mês de agosto.

Os representantes dos consumidores relataram, dentre outros pontos, sobre os transtornos causados pelo problema no abastecimento de água, como o fato de existir pessoas que estão há mais de 20 dias sem água, defenderam a isenção das tarifas nos períodos de desabastecimento e informaram sobre uma manifestação pública que será realizada no dia 11 de agosto.

O promotor de justiça da Comarca, Thiago Barbosa Bernardo, que coordenou a reunião, informou que Ministério Público está acompanhando o caso, estando em contato constante com representantes da Caema “a fim de minimizar de forma urgente essa situação que está de calamidade no município”.

Também foi discutido durante reunião a questão de denúncias sobre residências que utilizam bombas ligadas diretamente à rede de abastecimento, os chamados chupa-cabra. Nesse sentido, o promotor solicitou apoio da Polícia Civil, representada pelo Delegado Fagno, para que auxilie nas investigações desses possíveis casos. À polícia Militar, o promotor solicitou auxílio no sentido de ajudar na conscientização das pessoas, durante as rondas pela cidade, quanto à necessidade de economizar água, evitando o desperdício.

 

Com Informações da Prefeitura Municipal

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